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Arlindo Daibert Amaral Nasceu em Juiz de Fora, MG, em 1952 e faleceu em 1993, nesta
mesma cidade. Desenhista, gravador, pintor, construtor de objetos e professor. Bacharel em Letras pela
UFJF, onde mais tarde tornou-se professor do Departamento de Artes. Fez curso de técnicas de gravura
em metal no Atelier Calevaert Brun, em Paris, através do prêmio Embaixada da França, concedido ao
artista no II Salão Global de Inverno realizado em Belo Horizonte, em
1974. Entre os prêmios que recebeu destacam-se: Prêmio Dr. Antônio Procópio de Andrade Teixeira, oferecido pela UFJF, por suas
realizações no campo das artes plásticas (1976), melhor desenhista (1979) e melhor exposição de
desenho (1990) prêmios oferecidos pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Grande Prêmio na
II Bienal Ibero-Americana do México (1980). Foi premiado também no I Salão Global de Inverno,
BH (1973); I e III Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1978/80); Bienal de Artes Gráficas de
Maldonado, Uruguai (1981); Salão Paulista (1986) e Panorama de Pintura, MAM-SP (1986-89). Participou de
várias bienais no Brasil e exterior: XV BISP (1979); II Bienal Ibero-Americana do México (1980);
Bienal Americana de Cáli, Colômbia (1980); Bienal de Artes Gráficas, Maldonado (1981); I Bienal de la
Habana, Cuba (1984); III Bienal Internacional de Pintura, Cuenca, Equador (1991). Seus trabalhos
integraram diversas exposições coletivas no Brasil e exterior:
Resumo do Desenho Brasileiro, MAM-SP
(1974); Brasil Arte Agora, MAM-RJ (1976);
Formes et Coulers du Brésil, Paris (1975);
Panorama do Desenho e da Gravura, MAM-SP (1977);
Images/Messages d'Amérique Latine, Centre Culturel de
Villeparisis, Paris (1978); Panorama do Desenho e da
Gravura, MAM-SP (1980); Contemporary
Brazilian Engravings and Drawings, Tel-Aviv (1981);
Do Moderno ao Contemporâneo, itinerante: MAM-RJ,
e Fundação Calouse Gulbekian, Lisboa (1981);
Graficos del Brasil, itinerante: Cidade do México e
Museu de Arte Contemporânea de Bogotá (1983);
Arte Brasileira Contemporânea, MAM-SP (1985);
Tradição e Ruptura, Fundação Bienal São Paulo (1985);
Panorama de Pintura, MAM-SP (1986); Panorama
da Arte sobre Papel, MAM-SP (1987); Panorama de
Pintura, MAM-SP (1989) e Mário de
Andrade, Carta aos Mineiros, Anexo do Museu da Inconfidência, Ouro Preto e MAP, BH (1993). Realizou
mostras individuais no MAM-RJ (1977); Galeria Entreartes, SP (1978); Galeria Gravura Brasileria, RJ
(1979); Casa del Brasile, Roma (1981); apresentou a série
Macunaíma de Andrade na Universidade de
Santa Maria, RS; Galeria Tina Presser, Porto Alegre; MASP; Biblioteca Pública de Belo Horizonte; Escola
de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro; Galeria do Sol, São José dos Campos; e Museu da
Cidade, Juiz de Fora (1982-83); Brazilian Center Gallery, Londres (1985); Galeria Cândido Mendes, RJ
(1987); Galeria Casa del Brasil, Madri (1987); Galeria Vicent Bernat, Barcelona (1987); MAM-SP (1989);
Pace Galeira de Arte, BH (1992) e Fernando Pedro Escritório de Arte, BH (1992). Em sua homenagem
foi realizada a exposição póstuma
Grande Sertão: Veredas, itinerante pelos seguintes espaços: Museu
da Inconfidência, Ouro Preto; Centro Cultural UFMG, BH; Universidade Federal do Espírito Santo,
Vitória (1993); MAC/USP, e UFJF (1994). Foi homenageado também com a mostra
Arlindo Daibert-Objetos, realizada no Museu da Inconfidência, Ouro Preto, e Centro Cultural UFMG, BH (1995);
Escritos do Grande Sertão, na Sala Arlinda Corrêa Lima, Palácio das Artes (1999);
Imagens do Grande Sertão - Arlindo
Daibert, no Centro Cultural Murilo Mendes, em Juiz de Fora (1999). Ainda em 1999, foi
organizada, na Pace Galeria de Arte, em Belo Horizonte, a mostra individual
Arlindo Daibert. Nesse mesmo ano, por ocasião da reinauguração do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, em Juiz de Fora, uma
das salas de exposição recebeu o nome de Sala Arlindo Daibert. Nessa ocasião foi organizada a
mostra retrospectiva Arlindo Daibert - Poeta das
Imagens. Seus trabalhos estiveram presentes nas
coletivas Retrospectiva do Fernando Pedro Escritório de
Arte, Museu Mineiro, BH (1994); República
do Paraibuna, Palácio das Artes, BH (1996);
Formação da Arte Contemporânea em Belo
Horizonte, MAP (1997); Segredo de
Estado, Palácio das Artes, Museu Mineiro e Biblioteca Pública, BH (1997);
Centro Cultural UFMG 10 Anos, Centro Cultural UFMG, BH (1999);
Segredo de Estado - Obras da
Coleção do Estado de Minas
Gerais, Galeria de Arte da Cemig, BH (2000), e
Bravas Gentes Brasileiras, realizada no Palácio das Artes (2000). Suas obras encontram-se em diversos acervos públicos: Museum
of Modern Art, Jerusalém; Museo de Arte Americano, Maldonado; Centro Cultural Domecq, Cidade
do México; Museo de Ciudad Bolivar, Venezuela; Museo de Arte Americano, Manágua; MAM-RJ;
Pinacoteca do Estado, SP; MAM-SP; MAC/USP; MNBA-RJ; MAM-RJ; Casa de Cultura Murilo Mendes,
Juiz de Fora; MAP, BH e Coleção Gilberto Chateaubriand. Arlindo Daibert foi um dos artistas mais
significativos da arte contemporânea brasileira. Suas reflexões sobre arte foram sistematizadas por Júlio
Castañon Guimarães no livro Caderno de Escritos/Arlindo
Daibert, Rio de Janeiro, Sette Letras, 1995. Em
1998, a Série Grande Sertão:
Veredas foi publicada no livro Imagens do Grande Sertão - Arlindo
Daibert, com textos críticos de Júlio Castañon Guimarães e Heloísa Starling (Belo Horizonte: Editora
UFMG, Juiz de Fora: Editora UFJF, 1998). |