IV FÓRUM ARTE DAS AMÉRICAS

 

O Fórum Arte das Américas inicia um terceiro momento de atuação do Projeto Acervo, Memória e Arte no âmbito da Universidade, uma parceria da PROEX/UFMG com o Instituto Arte das Américas (IAA). Propomos discutir neste Fórum questões da arte contemporânea: o mapeamento da arte no contexto da mundialização, a produção diversificada voltada para várias temáticas; a utilização das novas mídias; a circulação nas bienais e exposições internacionais e o ensino de arte nas universidades.

O Fórum será realizado nos dias 1 e 2 de setembro de 2010, nos Auditórios da Reitoria e da FACE/UFMG. A entrada é franca e as incrições podem ser feitas na C/Arte (31) 3491-2001 ou na Reitoria da UFMG durante a abertura do Fórum. Será emitido certificado para aqueles que participarem de 75% das palestras.

PROGRAMAÇÃO

Dia 1º de setembro (quarta-feira) – Auditório da Reitoria UFMG

09:30 – Abertura oficial Prof. Dr. Clelio Campolina Diniz (Reitor da UFMG); Prof. Dr. João Antônio de Paula ( Pro-reitor de Extensão da UFMG e Coordenador do Projeto Memória, Acervo e Arte); Fernando Pedro da Silva (Presidente do Instituto Arte das Américas e Diretor da C/Arte Projetos Culturais)

10:00 - 12:00

Conferência – Mapas para navegar por el arte y la cultura contemporânea: Prof. Dr. Francisco Jarauta (Filósofo, curador e professor da Universidade de Murcia/Espanha). Coordenador: Prof. Dr. João Antônio de Paula

14:00 – 15:20

Mesa-redonda As bienais no contexto da arte contemporânea: Prof. Dr. Agnaldo Farias (Professor da FAU/USP e Curador da Bienal  de São Paulo) e Jochen Volz (Curador de Inhotim e ex-curador da Bienal de Veneza). Coordenadora: Profa. Dra. Marília Andrés Ribeiro (Historiadora da Arte e Diretora da C/Arte Projetos Culturais)

15:40 – 17:00

Mesa Redonda – A produção e circulação da arte nas universidades: Prof. Marcos de Sena Hill (Historiador da Arte e professor da EBA/UFMG); Prof. Marcelo Campos (Professor de Teoria e História da Arte e Coordenador de Graduação do Instituto de Artes da UERJ). Coordenador: Prof. Benedikt Wiertz (Artista plástico e Diretor da Escola Guignard).

 

Dia 2 de setembro (quinta feira) – Auditório 1 da FACE/UFMG

10:00 – 11:50

Mesa redonda – Arte ambiental: Profa. Dra. Shirley Paes Leme ( Artista Plástica e Professora da Faculdade Santa Marcelina/SP) e Prof. Fabricio Fernandino  (Artista plástico, Professor da EBA/UFMG e Diretor do Museu de História Natural da UFMG). Coordenador: Sérgio Rodrigo Reis (Critico de arte, jornalista e Diretor do Museu da Pampulha)

14:00 – 15:20

Mesa redonda – Arte e tecnologia: Prof. Dr. Francisco Marinho (Professor da EBA/UFMG e Superintendente Operacional da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade) e Prof. Dr. Rodrigo Minelli Figueira (Curador e professor do Curso de Comunicação da FAFICH/UFMG). Coordenador: Prof. Dr. Carlos Falci (Professor e pesquisador do Curso de Arte Digital da EBA/UFMG)

15:40 - 17:20

Encontro com o artista Marcos Coelho Benjamim (Artista plástico). Coordenação: Walter Sebastião (Crítico de arte e Jornalista do Estado de Minas)

17:30 – 18:00  

Encerramento do Fórum – Prof. Dr. João Antônio de Paula

 

PALESTRAS

Mapas para navegar por el arte y la cultura contemporânea
Francisco Jarauta

En un mundo globalizado la institución del arte ha jugado un papel creciente a la hora de establecer los códigos de lectura de todos aquellos problemas que, desde la identidad a la diferencia cultural, las formas del poder y su uso. Emergencias y conflictos varios, han ido definiendo las transformaciones del mundo contemporáneo. El arte ha sido una de las instancias más incisivas y sus diferentes discursos han explicitado las tensiones simbólicas que configuran el horizonte antropológico de nuestro tiempo. Por otra parte, los procesos de globalización han roto las fronteras que delimitaban territorios acotados, dando lugar a una progresiva mundialización de problemas y lenguajes favorecida por intereses nunca ajenos a la institución artística. Este hecho nos permite situarnos hoy frente a una discusión abierta que no sólo interprete sino que problematice el alcande la obra de arte en el contexto de la cultura contemporánea.


As bienais no contexto da arte contemporânea
Agnaldo Farias

Criada em 1951, inspirada no modelo da Bienal de Veneza, a Bienal Internacional de São Paulo foi o segundo megaevento artístico do mundo e o primeiro do Hemisfério Sul. Hoje, mesmo convivendo com dezenas de bienais, ela segue tendo uma importância crucial para o âmbito da difusão e da produção da arte contemporânea em nosso país. Mas os rumos tomados pela arte, o papel assumido pelo nosso país no cenário internacional, a ampliação dos meios de difusão da arte através de museus, centros culturais e feiras de arte, tudo isso, a exemplo do que acontece com suas colegas espalhadas por todo o mundo, vem levando-a a repensar seu papel e seu destino. Prevista para inaugurar no próximo dia 21 de setembro, a 29a edição da Bienal Internacional de São Paulo corresponde a esse esforço.

As bienais no contexto da arte contemporânea
Jochen Volz

Fare Mondi, Fazer Mundos era o título, tanto da 53ª Exposição Internacional da Bienal de Veneza de 2009 como um todo quanto da mostra internacional, curado por Daniel Birnbaum e Jochen Volz, incluindo 90 artistas do mundo todo. Na apresentação Volz discute a partir desta sua experiência em Veneza.

A produção e circulação da arte nas universidades
Marcos de Sena Hill

Valendo-me de minha vivência de quase 20 anos como professor da EBA-UFMG e aproveitando a oportunidade oferecida por esse evento, proponho-me a identificar alguns aspectos da atual formação do profissional da imagem que me preocupam. Compartilhando minhas inquietações, espero poder encontrar interlocutores que colaborem na busca de possíveis aprimoramentos das práticas de formação aqui discutidas.

Anacronismos do ensino da arte no mundo da pós-produção
Marcelo Campos

Como nascem os artistas? Como formar artistas em consonância com o que se está produzindo hoje? Como escolher matérias, métodos, conceitos para o aprendizado da arte num momento  em que qualquer materialidade pode ter potência artística? Estas são questões as quais os bacharelados em artes devem se dedicar. Em geral, o ensino da arte para formação de artistas guarda nós históricos, lugares complicados sobre, principalmente, a importância de seguir modelos e métodos, muitas vezes, anacrônicos. Hoje, não há mais nenhum domínio que seja restrito e específico às artes no mundo da pós-produção. Portanto, proponho-me a refletir sobre alguns pontos relativos à reflexividade das disciplinas dos currículos de arte nos bacharelados.

Arte ambiental
Shirley Paes Leme

O trabalho proposto tem como objetivo refletir sobre ambiente, instalação, instalação-ação, levando em conta o espaço como constituinte da obra. Estabelecer relações entre arte/vida e arte/política como derivações dos limites do campo da arte. Pretende, ainda, considerar esses espaços um lugar “heterotópico”.

Arte Ambiental: Investigação e trabalhos colaborativos
Fabrício Fernandino

Nesta comunicação serão abordados os trabalhos e as pesquisas ligados à Arte Ambiental, que vem sendo desenvolvidos, a partir de 1993, pelo escultor e professor Fabrício Fernandino, da Escola de Belas Artes - UFMG. Serão mostrados os resultados dos processos criativos e das pesquisas associadas entre a arte e o ambiente natural e urbano. Esses trabalhos em sua grande maioria têm características colaborativas e coletivas e foram a base para a criação em 2008 do Centro Especializado em Arte e EducaçãoAmbiental - UFMG, onde vem sendo desenvolvidos trabalhos em várias frentes como instalação interativa computacional, vídeo-arte, documentário, instalação escultórica, muralismo, seminário, palestra e oficina.

Pensar com (as) imagens
Rodrigo Minelli Figueira

Apresentar questões relativas às transformações ocorridas a partir da difusão dos meios digitais de produção e distribuição de imagens. É possível pensarmos e comunicarmos através de imagens, sem a mediação da palavra? Como os dispositivos de produção audiovisual presentes em nosso cotidiano podem nos ajudar na construção de nossas identidades e na percepção do mundo em que habitamos?

Encontro com Marcos Benjamim
O Encontro propõe um diálogo entre o artista Marcos Benjamim e o crítico Walter Sebastião sobre a vida e a obra do artista, a trajetória artística, o processo de produção e a circulação de sua obra no contexto cultural da arte contemporânea brasileira.

PARTICIPANTES

FRANCISCO JARAUTA

Catedrático de Filosofía de la Universidad de Murcia. Ha realizado estudios de Historia, Historia del Arte y Filosofía en las Universidades de Valencia, Roma, Münster-Westf., Berlín y París. Profesor invitado de universidades europeas y americanas, sus trabajos se orientan especialmente en el campo de la historia de las ideas, la filosofía de la cultura, la estética y teoría del arte. Entre sus numerosas publicaciones citamos los ensayos: Kierkegaard. Los límites de la dialéctica del individuo (1975), La filosofía y su otro (1977), Fragmento y totalidad: los límites del clasicismo (1988). Es editor igualmente de La crisis de la Razón (1985), Razón, Ética y Política (1988), La transformación de la conciencia moderna (1991), Walter Benjamin. Tiempo, Lenguaje, Metrópoli (1992), Pensar el presente (1993), Tensiones del arte y la cultura en el fin de siglo (1993), Barroco y Neobarroco (1993), Pensar-Componer / Construir-Habitar (1994), Otra mirada sobre la época (1994), Nuevas Fronteras/Nuevos Territorios (1996), Globalización y fragmentación del mundo contemporáneo (1997), Escenarios de la globalización (1997), Mundialización/periferias (1998), J. Ruskin: Las piedras de Venecia (2000), Poéticas/Políticas (2001), S. Mallarmé: Fragmentos sobre el libro (2001), Teorías para una nueva sociedad (2002), Desafíos de la Mundialización (2002), Nueva economía. Nueva sociedad (2002), Después del 11 de Septiembre (2003), L.B. Alberti: Momo o del Príncipe (2003), Oriente-Occidente (2003), Gobernar la globalización (2004), Escritura suspendida (2004), Pontormo: Diario (2006), Viollet-Le-Duc: Conversaciones sobre la arquitectura (2007). Ha sido curator de varias exposiciones internacionales, entre las más recientes Arquitectura radical (2002), Micro-Utopías. Arte y Arquitectura (2003) y Desde el puente de los años. Paul Celan – Gisèle Celan-Lestrange (2004). Ha sido Vicepresidente del Patronato del MNCARS, siendo actualmente miembro del Patronato del Centro Andaluz de Arte Contemporáneo. Forma parte del Comité Científico de la Fundación M. Botín, del World Political Forum y del Istituto Europeo di Design (Madrid). Dirige en Murcia el Foro de la Mundialización desde 1990. Igualmente, forma parte de los Comités Científicos de Iride, Experimenta, Pluriverso, Le Monde diplomatique. Participa en el grupo Géo-philosophie de l’Europe y es coordinador del Grupo Tánger. Igualmente, es director de la colección Arquilectura.

AGNALDO FARIAS

Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1997). Mestre em História pela Universidade Estadual de Campinas (1990). Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Braz Cubas (1980). Atualmente é Professor Doutor do Departamento de História da Arquitetura e Estética da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - EESC/SP - USP. Curador de Artes Visuais do Instituto Tomie Ohtake/São Paulo; e Curador Geral (c/ Moacir dos Anjos) da 29a. Bienal Internacional de São Paulo. Possui mais de uma centena de críticas e ensaios publicados em periódicos nacionais e estrangeiros. É correspondente da revista Arte Contexto (Madrid) e mantém coluna regular na revista Das Artes (RJ). Publicou os livros: Zerbini for all, in Luiza Melo (org.). Luiz Zerbini. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2010; Modernos, pós-modernos etc. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2010; A geraçao da virada (com Moacir dos Anjos). São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2008; Jogando com os limites, in Luiz Hermano. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado/Pinacoteca do Estado, 2007; Faxinal das Artes no Faxinal do Céu, in Gloria Ferreira (org.). Crítica de arte no Brasil. Rio de Janeiro, Funarte, 2007; Desde los 80 hasta los 90. De la euforia a la crítica, in Kevin Powers (org.). Pensamiento crítico em el arte latinoamericano. Lanzarote, César Manrique, 2006; As natureza do artificio – Amélia Toledo. São Paulo, W11, 2004; The Piano Factory – Daniel Senise. Rio de Janeiro, Andrea Jacobsen, 2003; Representação Brasileira da 25a. Bienal de São Paulo. São Paulo, FBSP, 2002; Bienal – 50 anos. São Paulo, FBSP, 2001; 23a. Bienal Internacional de São Paulo. Catálogo da exposição. Organizador c/ Nelson Aguilar. São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, 1996. 3 vols.; Kunst auf unerprobtem Terrain, in Alfons Hug (org.). Havanna/São Paulo - Junge Kunst auf Lateinamerika. Berlim, Casa da Cultura do Mundo, 1995; La arquitectura de Ruy Ohtake. Madrid, Celeste, 1994; Nelson Leirne. São Paulo, Paço das Artes, 1994; Breve roteiro para um panorama complexo: a produção contemporânea (1980/1994), in Bienal Brasil Século XX. Catálogo de exposição. São Paulo, FBSP, 1994.

JOCHEN VOLZ

Jochen Volz (Braunschweig/Alemanha, 1971) é curador e diretor artístico de Instituto Inhotim (Brumadinho, Minas Gerais). Também é co-curador da Aichi Triennial 2010, Nagoya, Japão. Foi co-curador da mostra internacional Fare Mondi//Making Worlds//Fazer Mundos da 53a Bienal de Veneza de 2009. Em 2007, foi “player” da Bienal de Lyon e, em 2006, foi curador convidado da 27ª Bienal de São Paulo. Entre 2001 e 2004, foi curador do Portikus em Frankfurt/Alemanha, onde organizou mostras individuais de Rirkrit Tiravanija, Dominique Gonzalez-Foerster, Jason Rhoades, Rivane Neuenschwander, Philippe Parreno, Gilbert & George, Janet Cardiff, Simon Starling e Cildo Meireles, entre outros. Foi editor de uma serie de livros como Gasthof 2002 Städelschule Frankfurt/M. (Frankfurt 2003) Why not play the dice? (Frankfurt, 2003), Turbulenz-Portikus Projekte 2001-2004 (Frankfurt, 2004), entre outros. Como crítico de arte, colabora para revistas internacionais e publicações especializadas. Volz tem mestrado em história de arte, comunicação e pedagogia pela Ludwig-Maximilian-Universidade de Berlim.

 MARCOS HILL

Bacharel em Gravura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985). Em seguida, tornou-se Especialista em Conservação-Restauração pelo Curso de Especialização Lato Sensu em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis (CECOR) da Escola de Belas Artes da UFMG (1986) e em Cultura Barroca pelo Curso de Especialização Lato Sensu em Arte e Cultura Barroca pelo Instituto de Filosofia, Arte e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto (1987). Desenvolveu estágio de aperfeiçoamento em Conservação-Restauração de Esculturas em Madeira Policromada no Institut Royal du Patrimoine Artistique-IRPA (Bruxelas-Bélgica) (1987-1988). Doutor em Artes pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (2008). Mestre em História da Arte na Université Catholique de Louvain (Louvain-la-Neuve-Bélgica) (1990).Atualmente é professor dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem atuado como professor convidado na Universidade Federal de Ouro Preto, na Fundação Clóvis Salgado, no Centro Universitário de Ciências Gerenciais-UNA e na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É criador e coordenador, juntamente com o artista plástico Marco Paulo Rolla, do Centro de Experimentação e Informação de Arte (CEIA) (2000), iniciativa de artistas que têm como objetivos principais realizar eventos internacionais e editar livros sobre arte contemporânea em Belo Horizonte. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte e Crítica da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: arte colonial luso-brasileira, arte moderna brasileira, arte contemporânea brasileira e internacional e curadoria.

MARCELO CAMPOS

Professor Adjunto do Departamento de Teoria e História da Arte e Coordenador da Graduação em Artes do Instituto de Artes da UERJ. Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV/EBA/ UFRJ. Desenvolveu tese de doutorado sobre o conceito de brasilidade na arte contemporânea. Possui textos publicados em periódicos e catálogos nacionais e internacionais. Curador das exposições, entre outras: Casa Forte, individual de Renato Bezerra de Mello, Centro Cultural do BNB, Sousa (PB), 2010; Estela Brilhante, individual de Bárbara Wagner, Instituto Cultural Banco Real, Recife (PE), 2010; Faustus, individual de José Rufino, Palácio da Aclamação, Salvador (BA), 2010; Sertão Contemporâneo, coletiva com Brígida Baltar, Delson Uchôa, Efrain Almeida, José Rufino, Luiz Zerbini e Rosângela Rennó nas Caixas Culturais do Rio de Janeiro e Salvador, em 2008 e 2009.

SHIRLEY PAES LEME

Inicia em 1975 sua formação artística no curso de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, onde é aluna de Amílcar de Castro. Foi bolsista Fulbright de 1983 a 1986, estudando na Universidade do Arizona, em 1983, no Instituto de Arte de San Francisco e University of California at Berkeley, em 1984. Em 1986, obtém o título de doutora em Belas Artes na J.F.K. University, Berkeley, Califórnia. Em 1999, participa do programa Artista em Residência no Kunstlerhaus Bethanien, em Berlim. Com gravuras, desenhos, objetos e instalações. Recebeu vários prêmios nos principais Salões de Arte brasileiros e norte-americanos. Participa de coletivas desde 1975, destacando-se: Novos Valores da Arte Latino-Americana, no Museu de Arte de Brasília, 1989; Bienal de Lausanne, Suíça, 1993; VII Bienal da Polônia, 1995; Deux Artistes Brésiliens: Amílcar de Castro e Shirley Paes Leme, Paris, 1996; Die Anderen Modernen, Casa das Culturas do Mundo, Berlim, 1997; Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX e Diversidade da Escultura Brasileira, Itaú Cultural, São Paulo, 1997. II Bienal do Mercosul, Porto Alegre; VII Bienal de La Habana, Cuba; Mostra do Redescobrimento Brasil + 500, São Paulo e Século XX: Arte do Brasil, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal; 2000; Bienal Internacional de São Paulo- 50 anos, São Paulo; e Côte à Côte - Art Contemporain du Brésil, Musée d´Art Contemporain de Bourdeaux, França, 2001. I Bienal Internacional do Fim do Mundo, em Ushuaia, Argentina, 2007. Realiza exposições individuais desde 1977 destacando-se: Objetos. Galeria Matrix, Sacramento, Califórnia, EUA, 1993; Flame, Galeria do Baci, Washington, EUA, 1996; Todo, Galeria Jaspers, Munique, Alemanha, 1997; 1999; Memória, Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte, Brasil, 2000; Galeria Kunsthaum, Berlim, Alemanha, 2001; e 2003; Desenhos Correr o Risco,e Video, Galerie Jaspers, Munique, Alemanha. Desenhos, “Pulsante”, Galeria Arte em Dobro, Rio de Janeiro, Brasil, 2005; Atitude: Desenho, Galeria Nara Roesler, 2007. Foi Professora Titular da Universidade Federal de Uberlândia de 1979 a 2004. É professora Titular da Faculdade Santa Marcelina.

FABRÍCIO FERNANDINO

Escultor e professor de escultura da Escola de Belas-Artes/UFMG. Mestre em Artes Visuais e doutorando em Artes pela Escola de Belas-Artes pela UFMG. Graduado em Pintura e Escultura. Ingressou na UFMG, como professor, em setembro de 1992, tendo sido chefe e subchefe do Departamento de Artes Plásticas - 1994/1997. Coordenador do Colegiado do Curso da Escola de Belas Artes por duas gestões - 1998/2002. Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e da Pró-Reitoria de Graduação da UFMG - 1994/1996. Ministrou oficinas nos Festivais de Inverno de 1994 a 1996 e coordenou a área de Artes Plásticas de 1997 a 1999. Coordenador-Geral do Festival de Inverno da UFMG de 2000 a 2006 e 2010. Curador-Geral do Festival de 2007 a 2010. Foi Diretor de Ação Cultural da UFMG na gestão 2002/2006. Atualmente, é Diretor do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG - gestão 2006/2010. Atua intensamente nas áreas artística, acadêmica e de extensão da UFMG, bem como em projetos de ensino, pesquisa e orientações, coordenando inúmeros projetos e participando de representações no Brasil e exterior. Atualmente desenvolve pesquisa na área de arte Ambiental coordenando o Centro Especializado de Arte e Educação Ambiental-UFMG.

FRANCISCO MARINHO

Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais (1983), mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2004). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Multimídia, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema de animação, arte computacional, instalações interativas imersivas, multimídia, inteligência artificial e ilustração digital. É lider do grupo de pesquisa imaginário: poéticas computacionais.

 RODRIGO MINELLI FIGUEIRA

Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP; mestre em Sociologia da Cultura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1994). Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: vídeo, videoarte, mídias móveis, arte eletrônica e novas tecnologias.

MARCOS BENJAMIM

Artista plástico autodidata atua no circuito artístico desde o final dos anos 1960. Recebeu vários prêmios entre outros o Grande Prêmio I Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, BH (1984) e o Prêmio Itamaraty na XX BISP (1989). Participou de vários salões e bienais: XII, XX e XXI Bienal Internacional de São Paulo; Triennale der Zeichnung, Berlim (1985); Benegnung Mit den Anderen, Kassel, Alemanha (1992); Bienal Brasil Século XX, SP (1994); Johannesburg Bienale, África do Sul (1995); I Bienal do Mercosul, Porto Alegre (1997); Bienal Brasil + 500 Anos - Artes Visuais, Fundação Bienal de São Paulo, SP e Fundação Gulbenkian, Lisboa, Portugal (2000). Integrou várias exposições coletivas: International Cartoon Exhibition, Berlim, (1975) e Atenas (1977); VII Panorama Atual da Arte Brasileira, MAM-SP (1977); Brasil Desenho, itinerante: RJ, SP e BH (1984); Brasil Pintura, itinerante: RJ, SP, BH (1984); Objetos, Galeria Itaú Cultural, Brasília (1986); Première Sélection de L'Art Jeune Brésilien, Maison de L'Amérique Latine, Paris (1987); Entre Dois Séculos, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RJ (1987); Desenhos e Gravuras, Espaço Cultural da Embaixada da França, Brasília (1987); Semana de la Cultura Brasileña, Embaixada do Brasil em Quito e Instituto Cultural Brasil-Argentina (1988); Projeto Macunaíma, Funarte, RJ (1988); Minas em Traços Gerais, MAC, Olinda e Recife, PE (1988); 4 X Minas: Amilcar de Castro, Celso Renato, Manfredo Souzanetto e Marcos Benjamim, itinerante: BH, SP, RJ e Salvador (1993-94); Contrapartida, Brandenburg, Berlim (1996); Alquimias e Processos, Bogotá (1999); Belo Horizonte - Leiria, Um Encontro de Culturas, Galeria 57, Leiria, Portugal (2000), entre outras. Realizou mostras individuais em Ouro Preto, Nanuque, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Congonhas, São José dos Campos, Juiz de Fora, Brasília , Amsterdã  Goiânia, Assunção, São Paulo, Coral Gables, Freiburg/Alemanha. Tem obras nos acervos do MAP, Fundação Clóvis Salgado, BH/MG e Palácio do Itamaraty, Brasília/DF. No ano 2000, publicou o livro Marcos Coelho Benjamim, organizado por Aracy Amaral (Belo Horizonte: C/Arte, 2000). É considerado pela crítica um dos mais representativos artistas da nova geração brasileira, tendo representado a arte brasileira contemporânea em vários eventos internacionais. Benjamim realiza um trabalho de transfiguração dos objetos do cotidiano que se concretizam em pinturas, esculturas, objetos e instalações. É também um exímio desenhista e um criador de livros de artista.