FRANZ Josef WEISSMANN

Quadrado em torção no espaço, 200x160x220cm, aço pintado, 1985Franz Josef Weissmann nasce em Knittefeld, na Áustria, em 1911. Em 1921 chega ao Brasil com a família, fixando-se no estado de São Paulo. Em 1939 ingressa na Escola Nacional de Belas Artes, onde estuda Arquitetura e Pintura até 1941. Entre 1942 e 1943, passa a estudar no ateliê do escultor polonês August Zamoyski. Transfere-se para Belo Horizonte em 1944, onde é convidado por Guignard para participar da primeira escola de arte moderna da cidade, o Instituto de Belas Artes (atual Escola Guignard). Em 1950, realizou suas primeiras esculturas geométricas. É considerado pela crítica e por historiadores da arte como um dos escultores construtivos mais importantes da arte brasileira no século XX. Faleceu no dia 18 de julho de 2005, no Rio de Janeiro. Recebeu prêmios no Brasil e exterior: 1º Prêmio de Desenho, Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1949); Prêmio Matarazzo de Escultura no Salão de Arte Moderna, RJ (1951); Primeiro Lugar no Concurso do Monumento ao Pracinha, BH (1951); 1º Prêmio de Escultura, IV Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1955); 2º Prêmio de Escultura, III Bienal de SP (1955); Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, Galeria de Arte das Folhas, SP (1956); Melhor Escultor Nacional, IV Bienal de SP (1957); Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, Salão Nacional de Arte Moderna, MEC, RJ (1958); Prêmio Aquisição, V Salão de Arte Moderna, BH (1973); Prêmio Aquisição, 7º Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM-SP (1975); Melhor Escultor do Ano, APCA, SP (1975); Carioca Honorário, O Globo, RJ (1979); Prêmio Nacional de Arte, Minc/IBAC/Funarte, XIII Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1993). Participou de vários salões e bienais, entre eles: I, II, III, IV, VIII, IX e XIX Bienal de SP (1951/53/55/57/65/67/87); VI Salão Paulista de Arte Moderna (1957); Isenção de Júri, VI Salão Nacional de Arte Moderna, MEC-RJ (1957); Sala Especial na VIII e XIX Bienal de SP (1965/87); Sala Especial na XXXVI Bienal de Veneza (1972); X Salão de Arte Contemporânea de Campinas, SP (1975); XI Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre de Middelheim, Bélgica (1984); Sala Especial no VII Salão Nacional de Artes Plásticas, MAN-RJ (1984); Sala Especial referente ao Prêmio Nacional de Arte de 1993, XIV Salão Nacional de Artes Plásticas, FUNARTE, RJ (1994); Prêmio Artista do Ano, Resumo Hoje/Jornal Hoje em Dia (1995). Em 1997 recebe o Prêmio Johnnie Walker de Artes Plásticas, indicado pelo júri formado por Alberto Tassinari, Lorenzo Mammi, Reynaldo Roels Jr., Rodrigo Naves e Ronaldo Brito. Participou das seguintes coletivas no Brasil e Exterior:2ª Exposição do Grupo Frente, MAN-RJ (1955), a 3ª em Resende (1956) e a 4ª em Volta Redonda (1956); I Exposição Nacional de Arte Concreta, MAM-SP e MAN-RJ (1956); Clark/ Weissmann/ Charoux, Galeria de Arte das folhas, SP (1958); I Exposição de Arte Neoconcreta, MAM-RJ e Belvedere da Sé, Salvador (1959); 47 Artistas, Galeria de Arte das Folhas, SP (1959); Contemporary Art in Brazil, itinerante, MAN-RJ e cidades da América do Sul (1959); Exposição Internacional de Arte Concreta, MAN-RJ e MAN-SP (1959); Konkreet Kunst, itinerante, Argentina, Chile, Peru, EUA, Bélgica e Suíça (1959); Weissmann, Calvo y Estrada, Galeria Edurne, Madri (1964); 7 Artistas de Paris, Galeria Oca, RJ (1965); Objeto e Participação, BH (1970); O Processo Evolutivo da Arte em Minas, Palácio das Artes, BH (1970); 50 Anos da ArteBrasileira, MAN, RJ (1971); Panorama da Arte Atual Brasileira - Escultura e Objeto, MAM-SP (1972); 10º Resumo de Arte JB, MAN, RJ (1972); Arte/Brasil/Hoje: 50 anos Depois, Galeria Collection, SP (1972); Vinte e Um Anos de Salão Nacional, Galeria ICBEU, RJ (1973); Guignard-Weissmann, Galeria Arte Livro, BH (1973); Arte Brasileira do Século XX-Caminhos e Tendências (1976); Projeto Construtivo Brasileiro na Arte, Pinacoteca do Estado de São Paulo e MAM-RJ (1977); Skultura Galeria, SP (1977); Museu ao ar livre, Praça da Sé, SP (1979); Inauguração da Galeria Aktuell, RJ (1979); Inauguração do Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP (1980); 13 Artistas / 13 Obras, Thomas Cohn Arte Contemporânea, RJ (1980); Nova Galeria Jean Boghici, RJ (1980); Nine sculptors from Brazil, Art Gallery of the Brazilian american Cultural Institute, Washington D.C., EUA (1981); Escultura ao Ar Livre, Guarujá, SP (1981); A Casa, Galeria Gravura Brasileira, RJ (1981); Panorama Atual da Arte Brasileira, MAN-SP (1981); Um Século de Escultura no Brasil, MASP (1982); Contemporaneidade, MAN-RJ (1982); Gabinete de Arte Raquel Babenco, SP (1982); Acervo Sul América: Modernismo e Novas Vertentes, Sul América Seguros, RJ (1983); Imaginar ao Presente, Gabinete de Arte Raquel Arnaud Babenco, SP (1983); Quatro Escultores / Pintores e Quatro Pintores / Escultores, Galeria Aktuell, RJ (1983); Tradição e Ruptura, Fundação Bienal SP (1984); O Grupo Frente e o Neoconcretismo, Banerj, RJ (1984); Madeira, Matéria de Arte, MAN-RJ (1984); Retrospectiva Grupo Frente e 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, itinerantes, Petrópolis, Resende e Volta Redonda (1985); Sala Especial no Panorama da Arte Atual Brasileira/Formas Tridimensionais, MAM-SP (1985); Rio: Vertente Construtiva, itinerante, MAP-BH, MAC-SP, Museu Guido Viaro, Curitiba e Museu de Arte, Porto Alegre (1985); AEscultura no Rio de Janeiro, RJ (1985); Destaques da Arte Contemporânea, MAM-SP (1985); Uma Questão de Ordem, Galeria de Arte da UFF, Niterói (1985); Encontros, Petite Galerie, RJ (1985); Inauguração da Galeria Paulo Kablin, RJ (1985); Coletiva Ingá/85, Museu Histórico, Niterói (1985); Projeto Escultura do Mês, SP (1986); JK e os Anos 50-Uma Visão da Cultura e do Cotidiano, Galeria Investarte, RJ (1986); Arte Contemporânea Brasileira, Petite Galerie, RJ (1986); Abstração Geométrica I – Concretismo e Neoconcretismo/Projeto Arte Brasileira, FUNARTE, RJ e FAAP, SP (1987); Abstracionismo Geométrico e Informal: Aspectos da Vanguarda Brasileira dos Anos 50, na FUNARTE, RJ (1987); Em Busca da Essência: Elementos de Redução na Arte Brasileira, XIX Bienal Internacional de São Paulo (1987); Entre Dois Séculos – Arte Brasileira do Século XX, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM RJ (1987); Modernidade – Arte Brasileira do Século XX/Projeto França Brasil, MAM Paris e MAM de SP (1987); Trocarte, II Encontro Nacional de Artes Plásticas, Museu Histórico do Exército, RJ (1988); O ofício da arte, SESC Pompéia, SP (1988); Caminhos – Tudo Matéria de Arte, Rio Design Center (1989); Olhar para o Futuro, Galeria H. Stern, RJ (1989); Pequenas Grandezas dos Anos 50, Cleyde Wanderley Gabinete de Arte, RJ (1989); Viva França, GB Arte, RJ (1989); Rio/Hoje, MAM-RJ (1989); Coerência e Transformação, Gabinete de Arte Raquel Arnauld, SP (1990); Gesto Gráfico Galeria de Arte, BH (1990); Arte como Vanguarda, Rio Design Center, RJ (1990); Experiência Neoconcreta, MAM-RJ e no Museu de Arte de Curitiba (1991); Construtivismo/Arte Cartaz, MAC/USP (1991); Mário Pedrosa: Arte, Revolução, Reflexão, Centro Cultural Banco do Brasil, RJ (1991); Escultura 92 – 7 Expressões, Inauguração Espaço RB1 Arte Contemporânea, RJ (1992); Galeria de Arte UFF: 10 anos, Niterói (1992); A Caminho de Niterói, Paço Imperial RJ (1992); Brazilian Contemporary Art Image Distribution Project, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ (1992); Brasil, 100 anos de Arte Moderna, Museu Nacional de Belas Artes RJ (1993); Singular/Plural, Galeria de Arte da UFF, Niterói (1994); 40 Anos de Desenho, MAP-BH (1994); Cor e Luz, Espaço Cultural da CEMIG, BH (1994); Grupo Frente – 40 Anos, Galeria do Instituto Brasil-Estados Unidos, RJ (1994); As Abstrações, Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal de São Paulo (1994); Do Branco ao Preto, FAAP, SP (1995); Papel do Brasil – Arte Contemporânea, Palácio dos Trabalhadores, Praça Celestial da Cidade Proibida, Pequim (1995); I Exposição Internacional de Escultura ao Ar Livre, SESC Campestre de Porto Alegre (1996); Tendências Construtivas, Acervo do MAC/USP, Centro Cultural Banco do Brasil, RJ (1996); Quatro Mestres Escultores Brasileiros Contemporâneos, Palácio do Itamaraty, Brasília (1996); Exposição Inaugural do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, RJ (1996); Arte Aplicada na Praça, na Praça Almirante Rocha Azevedo, SP (1996); Petite Galerie – Uma Visão da Arte Brasileira (1954-1988), Paço Imperial do Rio de Janeiro (1996); Exposição retrospectiva e comemorativa dos 40 anos da I Exposição Nacional de Arte Concreta do MAN-SP/1956, Casa das Rosas, SP (1996); Consolidação da Modernidade em Belo Horizonte, MAP-BH (1996); Poetas do Espaço e da Cor, no MASP, MAM/RJ e no Museu de Arte de Brasília (1997); Escultura Brasileira: Perfil de uma Identidade, Espaço Cultural Safra, SP e Galeria do Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washingtron D.C., EUA (1997); Vertente Construtiva, da I Bienal de Artes Visuais do Mercosul (1997); Intervenções na Cidade/Esculturas em Espaços Públicos, no Parque de Esculturas ao Ar Livre de Porto Alegre (1997); Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, Av. Paulista, SP (1997); Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, coletiva no Instituto Cultural Itaú de SP (1997); Arte no Metrô, da Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (1997); Arte Construtiva Brasileira da Coleção Adolpho Leirner, MAM/SP e MAM/RJ (1999); Mostra do Redescobrimento: Brasil + 500 Anos, Fundação Bienal de São Paulo (2000); Leituras Construtivas, Gabinete de Arte Raquel Arnauld, SP (2000); Quando o Brasil era Moderno: 1905-1955, Paço Imperial, RJ (2000); Modernismo em Minas, Galeria do Itaú Cultural, BH (2000); Century City: Art and Culture in the Twentieth Century Metropolis, Tate Modern Gallery, Londres (2001); Lúcio Fontana: a Ótica do Individual, Centro Cultural Banco do Brasil, RJ (2001); Obra Nova, reinauguração da sede do MAC/USP, SP (2001); Projeto Anos 70: Trajetórias, Galeria do Instituto Cultural Itaú, BH (2001); A Linha como Estrutura da Forma, Espaço MAM/Villa Lobos, SP (2002); Os Geométricos e Cinéticos, Gabinete Raquel Arnauld, SP (2002); Caminhos do Contemporâneo: 1952-2002, Paço Imperial, RJ (2002); Colección Patrícia Phelps de Cisneros, MAN-RJ (2002); Arte Pará: Modernistas, Poéticas da Forma e da Cor, Fundação Rômulo Maiorane, Belém do Pará (2002); JK, o Estadista da Modernidade, Palácio das Artes, BH (2002); Ateliê FINEP/2002, Paço Imperial, RJ (2002). Realizou individuais nos seguintes espaços: Galeria São Jorge, Madri, (1962); Casa do Brasil, Roma (1963); Weissmann - Chapas y Dibujos, Sala Nebli, Madri (1964); Petite Galerie, RJ (1965); Galeria Grupiara, BH (1965); MAC-USP (1971); Galeria Grupo B, RJ (1971/72); Esculturas de Franz Weissmann, Fernando Millan, SP (1973); Franz Weissmann / Relevos / Múltiplos, Galeria Arte Global, SP (1975); 4ª Série de Múltiplos, Condomínio Parque Amazônia, Porto Alegre (1975); Galeria Aktuell, RJ (1980); Fitas, Skultura Galeria de Arte, SP (1981); Retrospectiva na Galeria do IAB, RJ (1981); Galeria Paulo Klabin, RJ (1984); Gabinete de Arte Raquel Arnauld, SP (1985/87); Galeria Thomas Khom, RJ (1985); Múltiplos, Investiarte, RJ (1987); Gesto Gráfico, BH (1987); Tina Presser, Porto Alegre (1987); Usina Arte Contemporânea, Vitória (1987); Arte Galeria, Fortaleza (1987); Série Mondrianas, Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP (1994); Franz Weissmann – Uma Construção no Tempo, Galeria AM Esculturas, BH (1994); Esculturas no Espaço, Alameda Central da Praça da Liberdade, BH (1994); Museu da Inconfidência, Ouro Preto (1994); Museu de Ribeirão Preto, SP (1995); Sala Especial do Museu Mineiro, BH (1995); Franz Weissmann/Desenhos e Esculturas, Espaço Cultural Jayme de Andrade Peconick, Contagem/MG (1996); Franz Weissmann – Uma Retrospectiva, Centro Cultural Banco do Brasil e MAN-RJ (1998) que segue itinerante para o MAM-SP (em 1999); Galeria Anna Maria Niemeyer, RJ (2000); Weissmann, Casa França–Brasil, RJ (2001). Possui obras em vários espaços públicos: Praça da Sé, FAAP, Edifício Pedro Biagi, MAM, Banco Itaú e Praça Cívica, Memorial da América Latina, em SP; MAM, Parque da Catacumba, IBM, Universidade Cândido Mendes, Espaço Guignard, Praça da Petrobrás, Praça Tiradentes e Casa de Cultura Laura Alvim, no RJ; Museu de Arte Contemporânea de Brasília; Praça Afonso Arinos e Praça Israel, em BH. Sobre o artista foram lançados o vídeo Franz Weissmann, produzido pela Versão Brasileira (1994); o livro Franz Weissmann de autoria de Sônia Salzstein, pela Editora Cosac & Naif, de São Paulo (1997); o livro-catálogo Franz Weissmann: uma retrospectiva, com curadoria: Reynaldo Roels Jr., Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (1998) e o livro-depoimento da coleção Circuito Atelier, da Editora C/Arte, Belo Horizonte (2002).  

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