HEITOR DE ALENCAR

Margens do Paraibuna. Óleo s/ tela, 53 x 68 cm, 1948. Foto: Acervo da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage - FUNALFA. Pintor autodidata, cenógrafo e carnavalesco. Nasceu em Sete Lagoas/MG, no ano de 1908. Faleceu aos 80 anos, em 2 de maio de 1989.

Veio criança para Juiz de Fora, onde sua família se destacou no meio artístico e cultural. Seu pai, Gilberto de Alencar e sua irmã, Cosete de Alencar, forma jornalistas e escritores.

Iniciou-se na arte como aprendiz de Ângelo Biggi, na execução de pintura decorativa para igrejas da região e na pintura de cavalete. Posteriormente foi discípulo de Edson Motta e Ado Malagoli. Por influência desse último, sua pintura tornou-se mais livre e descontraída, definindo seu estilo.
Em 1934 foi um dos fundadores do Núcleo Antônio Parreiras e, em 1941, participou, ativamente do movimento de reerguimento desse Núcleo, que passou a se chamar Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, ocupando o cargo de vice-presidente. Até 1963 exerceu importantes funções na SBAAP.

Entre 1939 e 1964 participou, ininterruptamente, do Salão Nacional de Belas Artes, onde foi agraciado com Medalha de Bronze. Participou também dos Salões Mineiros, Paulista e Fluminense.

Integrou as exposições coletivas: Exposição de Arte em comemoração ao centenário de Juiz de Fora, onde recebeu o prêmio aquisitivo César Turatti, Juiz de Fora (1950); Retrospectiva de sua obra, juntamente com Carlos Gonçalves, catálogo com texto de apresentação de Edson Motta (1975); Artistas de Juiz de Fora, Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1978) e Mestres Pintores Juizforanos, Reitoria da UFJF (1982).

A paisagem sempre esteve presente na obra de Heitor de Alencar como um desafio e uma sedução. O artista procurava fazer em suas telas uma interpretação da natureza, sintetizando o que mais interessava, sem se prender aos detalhes: com pinceladas densas e lançando mão de vários tons, Heitor de Alencar quase dissolvia o desenho em manchas de cor, articulando uma pintura simples e direta à busca de uma arte nova, de uma nova postura, coerentes com o seu tempo e sua vida.

Fonte: Pesquisador Lucas Marques do Amaral