HEITOR DE ALENCAR
Pintor autodidata, cenógrafo e carnavalesco. Nasceu
em Sete Lagoas/MG, no ano de 1908. Faleceu aos 80 anos, em 2 de maio
de 1989.
Veio
criança para Juiz de Fora, onde sua família se destacou
no meio artístico e cultural. Seu pai, Gilberto de Alencar e
sua irmã, Cosete de Alencar, forma jornalistas e escritores.
Iniciou-se na arte como aprendiz de Ângelo Biggi, na execução
de pintura decorativa para igrejas da região e na pintura de
cavalete. Posteriormente foi discípulo de Edson Motta e Ado Malagoli.
Por influência desse último, sua pintura tornou-se mais
livre e descontraída, definindo seu estilo.
Em 1934 foi um dos fundadores do Núcleo Antônio Parreiras
e, em 1941, participou, ativamente do movimento de reerguimento desse
Núcleo, que passou a se chamar Sociedade de Belas Artes Antônio
Parreiras, ocupando o cargo de vice-presidente. Até 1963
exerceu importantes funções na SBAAP.
Entre 1939 e 1964 participou, ininterruptamente, do Salão Nacional
de Belas Artes, onde foi agraciado com Medalha de Bronze. Participou
também dos Salões Mineiros, Paulista e Fluminense.
Integrou as exposições coletivas: Exposição
de Arte em comemoração ao centenário de Juiz de
Fora, onde recebeu o prêmio aquisitivo César Turatti,
Juiz de Fora (1950); Retrospectiva de sua obra, juntamente
com Carlos Gonçalves, catálogo com texto de apresentação
de Edson Motta (1975); Artistas de Juiz de Fora, Museu Nacional
de Belas Artes, RJ (1978) e Mestres Pintores Juizforanos, Reitoria
da UFJF (1982).
A
paisagem sempre esteve presente na obra de Heitor de Alencar como um
desafio e uma sedução. O artista procurava fazer em suas
telas uma interpretação da natureza, sintetizando o que
mais interessava, sem se prender aos detalhes: com pinceladas densas
e lançando mão de vários tons, Heitor de Alencar
quase dissolvia o desenho em manchas de cor, articulando uma pintura
simples e direta à busca de uma arte nova, de uma nova postura,
coerentes com o seu tempo e sua vida.
Fonte: Pesquisador Lucas Marques do Amaral
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