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PERFIL
INÍCIO
NA ARTE
Os
primeiros passos de Jorge dos Anjos em direção à
arte foram dados ainda na infância, através de pinceladas,
incentivadas pelo pai, "seu" Olinto. "Com sete anos eu
já sabia o que queria da vida: ser pintor", lembra. O reconhecimento
veio com o concurso de desenhos, disputado por alunos das instituições
de ensino de Ouro Preto, no qual arrematou um jogo de dominó.
A habilidade do garoto, cada vez maior, chamava a atenção
dos professores da Escola Estadual Thomas Antônio Gonzaga, onde
cursou o primário; e os pedidos para ficar depois das aulas copiando
em grande formato as figuras dos livros, como os de ciência, tornaram-se
freqüentes. "Não havia muitos recursos na época.
Para explicar a matéria era preciso ilustrar por meio de desenhos",
conta.
Entusiasmado com o talento de Jorge, "seu" Olinto levou o
filho, então com oito anos, a iniciar um estudo de pintura, todos
os sábados, com "Zé Baixinho", um ilustrador
de Ouro Preto. "Gostava de arte e se não sabia alguma coisa,
me metia a fazer. Sempre tive algo intuitivo", diz.
Aos 11 anos, apesar de ter boas notas para dar continuidade aos estudos,
o pequeno artista preferiu freqüentar o Curso Complementar Renné
Gianetti, criado em Saramenha, bairro da periferia de Ouro Preto, onde
morava, como reforço de dois anos do primário. "Interessei-me
pelas oficinas, realizadas todas as tardes. Aprendi a fazer tapetes
de sisal, artesanato em couro, pedra-sabão e metal", recorda.
(Texto: Daniela Paiva
Pacheco)
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