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Com sua mudança para o Rio de Janeiro Rennó passa a trabalhar com centenas de negativos de retrato 3x4 adquiridos em estúdios populares e lambe-lambes da cidade. Mais tarde volta-se para a narrativa fotográfica, recolhendo textos que falam de fotografia em jornais de circulação nacional. Com esse material a artista constrói o Arquivo Universal, um gigantesco banco de informações cuja articulação, no campo das artes visuais, propicia uma inversão única do código fotográfico: ao espectador a artista não oferece a imagem e sim o texto que a comenta. A partir da leitura dos textos e do repertório iconográfico do próprio espectador é que a imagem é construída. Associados aos textos do Arquivo Universal a artista passa a apresentar fotografias recolhidas em arquivos históricos – como na série Imemorial – e criminais – como em Cicatriz. Nesses trabalhos Rennó propõe uma discussão sobre a amnésia social. No livro do projeto Circuito Atelier estes e outros
trabalhos são apresentados pela artista, através de uma
longa entrevista concedida aos professores Maria Angélica Melendi
(Escola de Belas Artes/UFMG) e Wander Melo Miranda (Faculdade de Letras/UFMG),
da série de trabalhos reproduzidos no livro e da cronologia comentada,
elaborada pela historiadora Janaina Melo. Rosângela
Rennó : Depoimento |