JEANNE Louise MILDE
Nasceu em Bruxelas, 1900, faleceu em Belo Horizonte, 1997. Escultora e
professora de educação artística, diplomou-se pela Real Academia de Belas Artes de Bruxelas, em 1926. Conquistou,
nos anos 20, dois dos mais significativos prêmios conferidos pelo governo belga aos artistas jovens: o
Godeclarle (1926), com a escultura
Angústia, e o Prêmio de Roma (1927), com a escultura
Alegoria. Por questões
políticas da época, Milde não usufruiu o Prêmio de Roma. O governo belga, em compensação, ofereceu-lhe uma bolsa
de estudos em Paris, onde participou de exposições no salão de La Societé Française de Beaux-Arts, no salão
Le Nef (Liége), nas galerias Le Roy, Petit Jean e La Cimaise. Participou do Salão de La Fedération Nacionale
des Peintres et Sculpteurs, Bélgica (1928) e expôs no Institut de la Rue Berlaimont, em Bruxelas. A convite
do presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos de Andrada, chegou a Belo Horizonte em 1929 integrando a
histórica missão pedagógica européia, juntamente com outros ilustres mestres europeus, como Helena Antipoff.
Jeanne Milde dedicou-se à escultura e foi professora de modelagem no Curso de Aperfeiçoamento do Instituto
de Educação, BH. Em 1930, recebeu Medalhas de Ouro no Salão Nacional de Belas-Artes e da Seção de
Escultura da VII Exposição Geral de Belas-Artes no Rio de Janeiro. Integrou a mostra comemorativa do centenário de
Belo Horizonte, Emergência do
Modernismo, Museu Mineiro, BH (1996). Em 1997 foi realizada uma
exposição póstuma em homenagem à artista:
Jeanne Milde - A arte de uma educadora no Centro de Referência do
Professor, BH. É autora da escultura do mausoléu de Achiles Vivacqua, no Cemitério do Bonfim, BH, e tem obras
nos acervo do Museu Mineiro e do Instituto de Educação, BH.
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