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"Gosto de sentir a presença da pedra, conhecer seu peso, bordas, poros e veios. Indagar sobre a natureza da sua linguagem, o desenho incorporado à pedra e sua transformação em matriz. Desde o princípio entrego-me à essa investigação. Eu sou fruto do que a pedra litográfica e seus acontecimentos ofereceram-me. Não tenho dúvida. O artista trabalha para ele mesmo, buscando sua identidade, construindo uma gramática, uma linguagem, sua forma de revelar-se ao mundo. O resultado é constituido de sentimento, intuição e raciocínio. Essas áreas atuam juntas na elaboração do trabalho. Sem esses princípios a experiência artística é destituída de valor."
Lotus Lobo: depoimento. Coleção Circuito Atelier. |