Cândido PORTINARI

São Francisco de Assis (detalhe), azulejaria, 1944 Nasceu em Brodósqui, SP, em 1903 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1962. Pintor, muralista, desenhista, ilustrador, gravador e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios, RJ e freqüentou o curso livre de desenho do professor Lucílio de Albuquerque na ENBA, RJ (1919-20). Em 1921 ingressou no curso de pintura da ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Com o prêmio do SNBA, viajou para Paris onde permaneceu de 1929 a 1931. Ensinou pintura mural na Universidade do Distrito Federal, RJ (1935-39). Foi convidado por Gustavo Capanema para executar os murais do Ministério de Educação e Saúde no Rio de Janeiro (1936). Este prédio, planejado por uma equipe de arquitetos coordenada por Lúcio Costa, com supervisão de Le Corbusier e paisagismo de Burle Marx, tornou-se o marco da arquitetura moderna brasileira. Em 1940 foi convidado para executar o mural da Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington, e em 1945 a convite do prefeito Juscelino Kubitschek executou o mural e a via sacra da Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, BH. No Uruguai, realizou em 1947 o painel A Primeira Missa no Brasil. Foi convidado pelo Itamarati para realizar dois painéis para a sede da ONU, Nova York (1952-56) e consagrado como o maior muralista brasileiro. Participou de vários salões e bienais: SNBA, RJ (1922/23/24/25/26/27/28); XXV Bienal de Veneza, Itália (1950); Sala Especial na I e V BISP (1951-59); XXVII Bienal de Veneza (1954); III BISP (1955); Sala Especial na I Bienal Interamericana de Pintura e Gravura , México (1958); Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal São Paulo (1994). Recebeu os seguintes prêmios: Menção Honrosa, SNBA, RJ (1922); Medalha de Bronze, SNBA, RJ (1923); Medalha de Prata, SNBA, RJ (1925-27); Prêmio Viagem ao Estrangeiro, SNBA (1928); Medalha de Ouro da Paz, II Congresso Mundial dos Partidários da Paz (1950); Medalha de Ouro, Melhor Pintor do Ano, International Fine Arts Council, EUA (1955); Prêmio Salomon Guggenheim Foundation, Nova York (1957). Participou de diversas coletivas: Exposition d'Art Brésilien, Paris (1930); SPAM, SP (1933); Instituto Carnegie, Nova York (1934); Arte Social, Clube de Cultura Moderna, RJ (1935); Feira Mundial de Nova York (1939); Mostra de Pintura e Desenho Modernos e Esculturas Primitivas da Coleção Helena Rubinstein, Washington e Nova York (1940); Mostra de Arte Latino-Americana, Museu Riverside, Nova York (1940); Exposição de Arte Moderna, BH (1944); Art of The United Nations, Instituto de Arte de Chicago, EUA (1944); Art in Progress, MoMA, Nova York (1944); Arte no Século XX, Museu de Arte de São Francisco, EUA (1955); 50 Anos de Arte Moderna, Exposição Universal de Bruxelas (1958); Arte da América Latina desde a Independência, itinerante, EUA (1966). Realizou várias individuais, entre elas: Palace Hotel, RJ (1929/31/32/33); MNBA, RJ (1939); Instituto de Arte de Detroit, EUA (1940); MoMA, Nova York (1940); MNBA, RJ (1943); Galeria Charpentier, Paris (1946); Portinari do Brasil, Washington (1947); Portinari, Salon Peuser, Buenos Aires (1947); Homenagem a Portinari, Teatro Solis, Montividéu (1948); Retrospectiva, MASP (1948); Retrospectiva, MAM-RJ (1953); MASP (1954); Portinari - Pinturas e Desenhos, itinerante, Israel (1956); Maison de La Pensée Française, Paris (1957); Série Israel, Bolonha, Itália (1958) e RJ, BH, SP, Lima e Nova York (1959); MNBA, Buenos Aires (1959); Tchecoslováquia (1960); Galeria Bonino, RJ (1960-61); Casa dos Artistas Plásticos, SP (1961) Tem obras em diversos acervos públicos: Igreja da Pampulha, MAP e PIC, BH; Casa de Cultura, MNBA, Rádio Tupi e Capela Mayrink, RJ; Pinacoteca do Estado de São Paulo, MASP e Memorial da América Latina, SP; Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, Washington; Capela da Nonna, Brodósqui; MAM, Paris; Sede da ONU, Nova York; Matriz de Batatais, SP. Ilustrou vários livros: A Mulher Ausente, de Adalgisa Nery (1940); Maria Rosa, de Vera Kelsey (1942); Memórias Póstumas de Brás Cubas (1944) e O Alienista (1948) de Machado de Assis; Zé Brasil, de Monteiro Lobato (1948); Selva, de Ferreira de Castro (1955); Raízes, de José Paulo Moreira da Fonseca; Menino de Engenho, de José Lins do Rêgo (1959); Terra da Promissão e As Rosas de Setembro, de André Maurois (1961) e Antologia Poética, de Nicolás Guillén (1961). Escreveu o livro Retalhos de Minha Vida de Infância, publicado postumamente em 1979. Foram publicados vários livros sobre Portinari, que é considerado pelos críticos e historiadores da arte como um dos artistas mais importantes e polêmicos da modernidade brasileira.: KENT, Rockwell. Portinari His Life and Art. Universidade de Chicago, EUA, 1940. VITUREIRA, Cipriano. Portinari em Montividéu, 1949. LUGAGHI, Eugenio. Portinari. Milão, 1951. CALLADO, Antônio. Retrato de Portinari. MAM-RJ, 1956. FABRIS, Annateresa. Portinari, pintor social. São Paulo: Perspectiva, 1990; Portinari, Amico Mio. Cartas de Mário de Andrade a Cândido Portinari. Campinas: Mercado das Letras, 1995. Cândido Portinari. São Paulo, EDUSP, 1996. MICHELI, Sérgio. Retratos de Portinari. São Paulo, EDUSP, 1996. O levantamento completo de sua vida e obra está sendo realizado pelo Projeto Portinari, da PUC-RJ, coordenado por seu filho João Portinari.

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